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Resenha: Laranja Mecânica

 (Finalmente, mais de um ano depois de ter lido, além de ter emprestado para duas pessoas, consegui postar a resenha do tão famoso 
Laranja Mecânica. Tudo que está abaixo, foi escrito em Janeiro de 2016, só uma observação mesmo.)

 Depois de tanto ouvir falar, li essa distopia clássica e incrível que é Laranja Mecânica. No Natal de 2015, ganhei de Tom -  - essa edição LINDA da Editora Aleph em comemoração aos 50 anos da história e foi a minha primeira leitura de 2016. Achei que demoraria muito pra terminar exatamente por ser pesado, mas li em poucos dias por conta da curiosidade.
A história
 Alex DeLarge é um amante da música que faz parte de uma gangue de garotos formada para assombrar a metrópole em que vivem. Apesar de ter somente 15 anos, ele não pensa duas vezes antes de praticar atos de violência extrema, incluindo estupros, roubos, invasões de domicílios e até assassinatos. E tudo isso só lhe traz um enorme prazer.

“Estou falando sério sobre isso com vocês, irmãos. Mas eu faço o que faço porque gosto de fazer.”
 É numa dessas invasões que algo dá errado e Alex acaba sendo pego pela polícia, ao contrário de seus amigos, o que o faz sentir-se extremamente traído. Depois de passar alguns longos dias na prisão, submetem o garoto a um novo tratamento que anda sendo falado pela cidade com o objetivo de acabar com esse seu desejo por violência e torná-lo um “homem bom”: a Técnica Ludovico.

“- Será sua própria tortura – ele disse, sério. – Espero, por Deus, que essa tortura enlouqueça você.”
 Alguns dias de torturas desumanas se passam e todo esse processo, principalmente a consequência dele, nos faz refletir muito sobre diversos assuntos, como o livre-arbítrio. É claro que Alex sai diferente daquele lugar, mas será que tudo isso mudou seu modo de pensar?


“- O que Deus quer? Será que Deus quer bondade ou a escolha da bondade? Será que um homem que escolhe o mal é talvez melhor do que um homem que teve o bem imposto a si?”
Minha opinião
 Vou me apossar de uma das gírias mais usadas por Alex e descrever esse livro: bem horrorshow. É uma história, sim, pesada e violenta, mas conseguiu me prender como eu não esperava que fizesse e me surpreendi com a inteligência do autor, que vai desde o título e nome do personagem até as mensagens nas entrelinhas.
 Por ser narrado por Alex, ou seja, em primeira pessoa, podemos observar todas essas situações a partir do olhar do garoto, então acabamos criando certa empatia por ele. Pois é, achei isso incrível, porque ele é um personagem extremamente maldoso, que teria tudo pra ser odiado, mas a gente acaba torcendo pra algo dar certo na vida dele. Não que eu quisesse que suas empreitadas dessem certo, mas sim que ele acabasse feliz, satisfeito com uma vida saudável e pacífica. Deu pra entender?

 Alex também conversa bastante com o leitor, tem todo aquele toque autobiográfico. O livro é dividido em três partes: a época em que saía por aí praticando violências com sua gangue (I), o momento em que foi pego e o que aconteceu nesse período (II) e sua vida depois das torturas (III). Em cada parte, temos um ilustrador diferente. Eles são Angeli, Dave McKean e Oscar Grillo, todos fizeram trabalhos incríveis.

 Uma das coisas mais interessantes no livro é o uso de gírias constantemente. Mas não são gírias comuns ao nosso vocabulário, elas são uma mistura de inglês com russo e causam toda uma estranheza, o que foi um dos objetivos do autor. Confesso que era meio chato ficar consultando o glossário no fim do livro, mas tem coisas que dá pra entender no contexto e que você acaba decorando, mesmo assim acabei curtindo a ideia depois. Um exemplo de frase do livro com as gírias pra vocês terem um gostinho: “Fiquei surpreso e só um malenk pugli de sluchar o Tosko govoretando aquilo.”
 Anthony Burgess era um homem bastante inteligente e fez algumas criticas entre as páginas, como o fato de que certos poderes totalitários acabam por reduzir nossa liberdade individual.

“O que tentei argumentar, com o livro, era o fato de que é melhor ser mau a partir do próprio livre-arbítrio do que ser bom por meio de lavagem cerebral científica. Quando Alex tem o poder da escolha, opta apenas por violência. Entretanto, existem outras áreas de escolha, como ilustra seu amor pela música.”
 Essa edição é tão linda que nem sei dizer. A Aleph caprichou demais, tem capa dura com jacket, detalhes incríveis – tudo preto, branco e laranja -, ilustrações e, ainda, extras com entrevistas com o autor e alguns textos do mesmo, incluindo manuscritos. Puro amor, dá ainda mais vontade de ler.
O livro sem a jacket/luva.
“Afinal, que noção poderia ser mais bizarra do que uma laranja mecânica? A imagem atraiu-me não somente como algo fantástico, mas também como algo obscuramente significativo; surreal, mas também obscenamente real. O casamento forçado de um organismo com um mecanismo; de uma coisa com vida, que amadurece, é doce, suculenta, com um artefato frio e morto.”

Ei! Não esquece que seu comentário é muito importante, viu? É uma forma de saber o que mais agrada - ou não - quem lê o blog, além de que adoro saber as opiniões de quem visita sobre o assunto falado. 

Resenha: Isla e o Final Feliz

 Eu estava louca por esse terceiro livro da “série” das meninas queridas da Stephanie Perkins. Coloquei entre aspas porque não há ordem correta para ler Anna e o Beijo Francês, Lola e o Garoto da Casa ao Lado e Isla e o Final Feliz, mas recomendo que o faça na ordem que falei aqui – e que foram publicados – se não quer saber spoilers sobre alguns personagens.
 Stephanie tem o talento natural de escrever histórias simples, mas extremamente cativantes e com personagens reais. É muito fácil mergulhar nas palavras da autora, esquecendo o que acontece ao seu redor e dessa vez não foi diferente, apesar de que Anna e o Beijo Francês continua sendo meu favorito.
A história
Isla nutre uma paixão por Josh desde que entrou na escola americana em Paris, mas sempre teve uma dificuldade imensa em puxar papo com ele por conta da sua timidez. Foi num dia em que ambos passavam as férias em Manhattan que uma conversa entre eles aconteceu. Isla havia acabado de retirar os sisos e estava sob efeito de alguns medicamentos – e, bem, um pouco dopada – quando viu Josh no mesmo lugar e acabou iniciando a conversa mais estranha.

A partir desse dia, as coisas mudam e sua paixão platônica acaba fazendo mais parte de sua vida do que ela jamais esperou. É muito bonito acompanhar, ao passar das páginas, o amadurecimento da relação dos dois enquanto enfrentam dificuldades angustiantes e sentem que é assim que a gente percebe que o amor pode, sim, superar esses obstáculos e crescer cada vez mais.

 Além disso, há também a participação dos personagens de Anna e o Beijo Francês e Lola e o Garoto da Casa ao Lado, o que é incrível e deixou meu coração quentinho, já que são todos amigos muito próximos.
Minha opinião
 Como já disse ali em cima, Stephanie Perkins tem o poder de transformar enredos simples em histórias cativantes. Os personagens são bem pensados, fazem jus às suas personalidades e as coisas não acontecem de modo forçado. Confesso que me irritei um pouco com Isla em alguns momentos, por ela insistir em não confiar no “próprio taco”, mas não posso negar que me identifiquei um pouco também – e essa insegurança é algo que não curto em mim -.

 Kurt, melhor amigo de Isla, está na vida dela desde sempre é bastante importante no desenvolver na história. Ele é um personagem sincero, leal e está sempre lá pela amiga. Algo que achei legal foi como a autora falou de um assunto sério de modo sutil: o autismo. Kurt é autista, mas isso não é o foco quando se trata dele, é um personagem como qualquer outro, porém, ao mesmo tempo, a gente se coloca no lugar de alguém que tem que lidar com essa característica.

 O livro pode ser meio devagar em certos momentos, porque acompanhamos o amadurecimento de um relacionamento adolescente, então as coisas demoram um pouco pra acontecer, mas acho esse um ponto positivo, apesar de tudo. Gosto muito de como é perceptível que o amor de Isla e Josh – não é spoiler, vai – não surgiu do nada. Tudo bem que ela já tinha uma queda por ele, mas a relação de ambos é construída e é bem bonito ver isso acontecer.

 Minhas partes favoritas foram, sem dúvida, aquelas que se passavam em Barcelona. Essa é uma das cidades que mais quero conhecer no mundo exatamente por causa da sua arquitetura e seu urbanismo, principalmente quando se trata das obras do arquiteto Antoni Gaudí, que são incríveis. Stephanie Perkins descreve algumas das mais famosas enquanto Isla as visita: a Casa Milà, a Sagrada Família e o Parc Güell. Fiquei babando como aluna de Arquitetura e admiradora de Gaudí, quem sabe um dia poderei ver tudo isso de perto também. Alguns lugares maravilhosos da cidade de Paris também são citados e esse foi mais um fato que amei, principalmente por ter passado por alguns deles em 2015, bateu uma saudade imensa.
 Esse é o outro ponto importante da história: ela se passa em três cidades diferentes, que são Paris, Barcelona e Nova York. Ou seja, muito amor. Resumindo, Isla e o Final Feliz mostra pra gente o amadurecimento de um relacionamento e as dificuldades pelas quais estamos sujeitos a passar, mas que acabam mostrando pra gente que dá pra superar se há amor e companheirismo. 

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Melhores leituras de 2016!

Laranja Mecânica não tá aí, por estar emprestado!
 Depois de um bom tempo, consegui terminar esse post e publicar - estava complicado conseguir fotografar! -. Mas indo ao que interessa: por 2016 ter sido meio tumultuado, minhas leituras sofreram com isso e não fui bem sucedida em quantidade - pouco mais de 20 livros lidos, sendo que eu esperava ler mais que os 50 do ano passado -. 

Resenha: O Palácio da Meia-Noite

(Essa resenha foi escrita em 14 de fevereiro, mas só percebi esse mês que não tinha postado ainda!)
 “Dito isso, permitam que eu diga que, além dos anos, esta velha colecionou histórias e nunca conheceu nenhuma que fosse tão triste e terrível como essa que vou contar e da qual, sem saber, vocês foram protagonistas por omissão até o dia de hoje...”
 Como quem acompanha o blog já sabe, Zafón é um autor que admiro demais e já escrevi resenhas de outros livros sensacionais dele por aqui. O Palácio da Meia-Noite foi um presente repentino de uma tia que tinha comprado o livro pra si e, pra minha felicidade, acabou me dando. Ele, junto com O Príncipe da Névoa, As Luzes de Setembro e Marina - <3 -, faz parte de uma série de romances “juvenis” do autor. Mas calma, não é necessário ler em ordem, os livros são independentes. O Palácio da Meia-Noite conseguiu me fisgar e me fazer devorar a história por conta da curiosidade que causou.
A história
 O cenário é Calcutá, na Índia, ano de 1932. Os membros da Chowbar Society se reuniam no Palácio da Meia-Noite para sua última reunião como um grupo. Eles estavam prestes a completar 16 anos e, consequentemente, deveriam deixar o orfanato que foi sua casa e as pessoas que foram sua família por todo esse tempo.

 Para Ben, um dos membros desse grupo, essa idade representaria muito mais do que deixar seu lar. Naquela madrugada, Aryami Bosé, acompanhada de Sheere, sua neta, voltaria ao orfanato para conversar com o dono do local e avisar que a vida de um de seus meninos estava em perigo, porque um homem que havia esperado pela liberdade do mesmo durante todo esse tempo estava apto a capturá-lo.

Apesar de, como todos os outros órfãos, ter passado 16 anos da sua vida sem saber qual era a sua história, Ben, a partir daquele momento, descobre segredos em que nunca imaginaria estar envolvido. Com ajuda de seus amigos da Chowbar Society e Sheere, ele vai em busca das respostas e de um fim pra toda essa maldição que o aguardava.
Minha opinião
 Decidi contar a menor quantidade de coisas possível nessa resenha, até o que fica claro na própria sinopse do livro, porque li essa história sabendo absolutamente nada sobre ela e acho que a experiência é bem prazerosa desse jeito. O enredo envolve MUITO mais mistério do que parece pelo que escrevi, mas quis dar o gostinho de descobrir tudo por conta própria pra vocês.

 Gostei muito de, dessa vez, a história se passar em um cenário bem diferente: Calcutá. Gosto de como Zafón descreve locais e os utiliza como personagens da história, como fez com o Palácio da Meia-Noite, local de encontro dos jovens.

 Novamente, me impressionei com a criatividade do autor e a capacidade de criar mistérios impressionantes, enredos mirabolantes e personagens com gostinho de gente de verdade. Sabe aquela atmosfera de terror, mas nada apelador, que eu sempre falo que os livros dele passam? Pois é, eu me arrepiava em alguns momentos com as cenas, mas era um medo divertido – deixo claro que odeio filmes de terror -, que causava curiosidade.
 Me confundi em alguns momentos com a quantidade de personagens e seus nomes diferentes, porém, isso não me impediu de curtir muito a leitura. Zafón criou um vilão, realmente, odiável e com reviravoltas que eu não esperava, como ele sempre faz.

 Confesso que, mais pro fim do livro, achei que houve um pouco de enrolação e eu já não aguentava mais de curiosidade pra saber onde tudo aquilo daria, então eu acho que algumas páginas poderiam ter sido eliminadas. Gosto muito de como a Suma de Letras teve a preocupação em fazer os livros do autor conversarem entre si no sentido da capa, paleta de cores, fonte... E, novamente, a capa de O Palácio da Meia-Noite diz muito sobre a história, combina.

 A escrita dele é impecável, muito poética, uma das minhas maiores inspirações. Ai, como eu gostaria de sentar pra conversar com Zafón um dia e fazer um milhão de perguntas. Entre elas, alguns conselhos sobre escrita, hehe. O meu preferido do autor continua sendo Marina, mas O Palácio da Meia-Noite conseguiu minha atenção mesmo assim.

“É que nada é tão difícil de acreditar quanto a verdade e, ao contrário, nada é tão sedutor quanto a força da mentira, quanto maior for o seu peso.
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Black Friday Book Haul - Livros que comprei

Aproveitei pra tirar fotos em um clima meio natalino, hehe.
 Esse é, oficialmente, o primeiro Book Haul do blog, yaaay! Pra quem não sabe, esse tipo de post serve para mostrar os livros adquiridos e, por mais que possa parecer meio fútil, achei que seria legal mostrar as lindezas que comprei nessa maravilhosa Black Friday da Amazon - além de que a fofa da Paula me pediu também -.

 Nunca fiz uma compra do tipo na Black Friday, o único momento em que me permitia comprar mais livros assim era na Bienal do Livro - aqui em Salvador nunca mais teve, saudades... - e fiz isso pela primeira vez esse ano, porque a Amazon Brasil estava com uns descontos incrivelmente bons. Agora vou ficar sempre de olho por lá, mas confesso que não farei uma compra grande assim de vez tão cedo. Não vou detalhar os livros por aqui, mas pretendo fazer resenhas deles futuramente, todos eu já estava querendo muito faz tempo. 

O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares - Ransom Riggs 
Sinopse: "A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo - por mais impossível que possa parecer - ainda podem estar vivas. "

2001: Uma Odisséia No Espaço - Arthur C. Clarke 
 Sinopse: "No alvorecer da humanidade, a fome e os predadores já ameaçavam de extinção a incipiente espécie humana. Até que a chegada de um objeto impossível, além da compreensão das mentes limitadas do homem pré-histórico, prenunciasse o caminho da evolução. Milhões de anos depois, a descoberta de um enigmático monolito soterrado na Lua deixa os cientistas perplexos. Para investigar esse mistério, a Terra envia para o espaço uma nave tripulada por uma equipe altamente treinada, assistida por um computador autoconsciente. Do passado distante ao ano de 2001, da África a Júpiter, dos homens-macacos à inteligência artificial HAL 9000, penetre a visão de um futuro que poderia ter sido, uma sofisticada alegoria sobre a história do mundo idealizada pela mente brilhante de Arthur C. Clarke e imortalizada nas telas do cinema por Stanley Kubrick."

Isla e o Final Feliz - Stephanie Perkins
Sinopse: "Tímida e romântica, Isla tem uma queda pelo introspectivo Josh desde o primeiro ano na SOAP, uma escola americana em Paris. Mas sua timidez nunca permitiu que ela trocasse mais do que uma ou duas palavras com ele, quando muito. Depois de um encontro inesperado em Nova York durante as férias envolvendo sisos retirados e uma quantidade considerável de analgésicos, os dois se aproximam, e o sonho de Isla finalmente se torna realidade. Prestes a se formarem no ensino médio, agora eles terão que enfrentar muitos desafios se quiserem continuar juntos, incluindo dramas familiares, dúvidas quanto ao futuro e a possibilidade cada vez maior de seguirem caminhos diferentes. Com participações de Anna, Étienne, Lola e Cricket, personagens mais do que queridos pelo público apresentados em livros anteriores da autora, Isla e o final feliz é uma história de amor delicada, apaixonante e sedutora, um desfecho que vai fazer os fãs de Stephanie Perkins suspirarem ainda mais."


Lina por escrito
Sinopse: "Este livro revela a capacidade que a arquiteta ítalo-brasileira tinha de transformar seu universo criativo em palavras. Os 33 artigos aqui reunidos repassam e propõem conceitos para temas como habitação, mobiliário, arte popular, museologia, restauro, educação e políticas culturais. Os textos são ilustrados por desenhos originais, fotografias e obras gráficas da própria arquiteta.


Box Dragões de Éter - Raphael Draccon
Livros no Skoob: 01 | 02 | 03
Sinopse (livro 01): "Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas. Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer... Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado com magia negra. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. O navio do mercenário mais sanguinário do mundo, o mesmo que acreditavam já estar morto e esquecido, retorna dos mares com um obscuro e ainda pior sucessor. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em profundos e tristes mistérios da família real. E mudará o mundo."
 Fiquei muito apaixonada por todos os livros e não imaginava que o box de Dragões de Éter seria numa qualidade tão incrível pelo preço que paguei - menos de 30 reais -, os livros são todos em edição normal e com páginas amarelas - eu jurava que seriam edição econômica -. Mas confesso que meus favoritos das compras são 2001: Uma Odisseia no Espaço e Lina Por Escrito. Vocês compraram algo nessa Black Friday? Me contem nos comentários!
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Red Hot Chili Peppers Book Tag

 Não sei se vocês sabem - já falei algumas vezes aqui e nas redes sociais -, mas a Melina Souza é a minha blogueira favorita. Tanto pelo tipo de conteúdo que ela posta, quanto pelos vídeos e fotos delas que me transmitem muita paz e pela identificação, Mel gosta de tudo que eu gosto. Um dos exemplos é essa tag que ela criou baseada no Red Hot, uma banda que AMO, assim como ela e eu achei a combinação perfeita - livros e música -, então resolvi responder por aqui. <3

Resenha: O Planeta dos Macacos



 Descobri há pouco tempo que O Planeta dos Macacos originava-se de um livro e, além disso, meu conhecimento sobre o filme se resumia a: macacos que agiam como humanos, só. E, olha, isso tornou a leitura um milhão de vezes mais surpreendente, o que foi ótimo. Desde que a Aleph lançou essa edição incrível, fiquei desejando por um bom tempo, adquiri há pouco tempo e devorei – só não muito rápido porque a faculdade não deixou – e gostei muito mais do que esperava.
A história
 Jinn e Phyllis são um casal e estão aproveitando as férias viajando pelo espaço e bronzeando-se sob “os raios de seus três sois”, quando são surpreendidos por um objeto que atravessa seu caminho. Ao conseguir capturá-lo, percebem que têm nas mãos uma garrafa e, dentro dela, um manuscrito.

 É aí, então, que a história começa de verdade e somos apresentados a Ulysse Mérou, que, em primeira pessoa, conta os relatos de sua aventura. No ano de 2500, ele e mais dois companheiros embarcaram na missão de chegar até as redondezas de Betelgeuse, onde encontraram um planeta muito similar ao planeta Terra – de onde vinham – e resolveram explorá-lo.

 Ao pousar, a semelhança com seu planeta de origem tornou-se ainda mais impressionante. A atmosfera era a mesma, estavam rodeados de oceano, florestas, montanhas e, ora, imaginavam que habitantes também. E não estavam enganados. Após depararem-se com pegadas humanas, foram surpreendidos por uma moça. Mas não era uma moça comum, porque, além da sua nudez, ela tinha reações e um aspecto completamente selvagens. Ela não estava sozinha, seus companheiros agiam do mesmo modo e pareciam não possuir uma língua com a qual se comunicavam.

 Ulysse nomeia o planeta de Soror que, em latim, significa “irmã”, por conta da sua semelhança com a Terra. Ao passar a noite por lá, eles foram surpreendidos por uma onda de pânico no outro dia: gritos de terror quebraram o silêncio que pairava, seguidos por disparos de fogo. Os humanos daquele planeta estavam sendo massacrados e os assassinos eram macacos. Macacos que vestiam roupas, se comunicavam racionalmente e agiam como humanos. Bem, humanos terráqueos, pelo menos.

Eu assistia a uma caçada – participava dela também, ai de mim! -, uma caçada fantástica em que os caçadores, postados a intervalos regulares, eram macacos, e a caça acuada, constituída por homens e mulheres como eu, homens e mulheres cujos cadáveres nus, esburacados, contorcidos em posições implausíveis, ensanguentavam o solo.
Minha Opinião
 Um planeta governado por macacos, onde os mesmos são a espécie racional e, os humanos, meros animais selvagens. Como não se impressionar com uma história dessas? Pois é, eu não sabia que o filme – muito menos o livro, já que nem sabia da existência dele - se tratava disso e fiquei muito chocada com a genialidade de Pierre Boulle.

 O livro conseguiu prender minha atenção desde o começo, isso eu culpo à minha fascinação por ficção científica. Mas, a partir do momento em que descobri essa inversão de valores entre símios e humanos, fiquei completamente vidrada e não queria largar mais. Falei o mínimo possível sobre a história, porém, o livro tem muito pra acontecer e se contar ainda, a gente se surpreende a cada página e as críticas que o autor faz à sociedade ficam cada vez mais claras. Ele utiliza muito do sarcasmo e faz a gente acreditar, de verdade, que essa inversão pode acontecer um dia e se questionar até onde vai o direito do ser humano de se colocar como espécie principal. Como seria se nós, humanos, é que fôssemos usados como cobaias em testes ou fôssemos atração nos zoológicos?

Passávamos por uma rua bem larga, ladeada por calçadas. Examinei os transeuntes com ansiedade: eram macacos. Vi um comerciante, uma espécie de quitandeiro, que acabava de armar o toldo de sua loja e se voltava com curiosidade para nos ver passar: era um macaco. Tentei distinguir os passageiros e o motorista dos veículos locomotores que o ultrapassavam: vestiam-se como em nosso planeta e eram macacos.

 O livro é fluido e muito, muito interessante. O final me deixou de boca aberta por um bom tempo. Sabe aquela sensação que plot twists causam de, sei lá, explosão cerebral? Foi bem isso que senti e fiquei com muito gosto de quero mais.

 Recomendo O Planeta dos Macacos a qualquer pessoa, goste de ficção científica ou não, acredito que agradará a todos. Ainda não assisti aos filmes, mas pretendo fazer isso – e, quem sabe, escrever um post comparando -, mas em todas as resenhas que li/vi, as pessoas disseram que são bem diferentes do livro e que, quem já viu os filmes, pode lê-lo porque vai se surpreender de qualquer jeito.
Sem contar que essa edição é INCRÍVEL, né? Ela ainda vem com vários extras.

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Livros que me fizeram retornar à infância


 A infância é, geralmente, um dos momentos mais gostosos da vida e acho difícil alguém não sentir falta dessa época. Nossa imaginação permitia que fôssemos quem quer que a gente quisesse, tempo para brincar tínhamos de sobra e as cobranças e responsabilidades eram pouquíssimas. Em comemoração ao Dia das Crianças e por achar que é sempre muito prazeroso relembrar essa fase, separei alguns livros que gosto muito e que me levam de volta à infância sempre que leio.
O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman
 Acho que vocês já sabem o quanto sou apaixonada por esse livro e por Neil Gaiman - até porque esse autor aparece mais algumas vezes nesse post - e esse foi o primeiro livro dele que li. Apesar de O Oceano no Fim do Caminho talvez não trazer aquele sentimento gostoso da infância por ser um pouco sombrio, ele nos faz entrar completamente no lugar de uma criança e ver tudo através dos olhos dela, ou seja, com muita inocência e imaginação. Além de tudo, o livro tem um toque auto-biográfico, o que torna a leitura ainda mais envolvente. (clique para ler a resenha)

Charlie and the Chocolate Factory - Roald Dahl
Mais um autor da minha listinha de favoritos: Roald Dahl. Se minha infância pudesse se resumir em dois autores, seria: Roald Dahl e Mauricio de Sousa. Na verdade, muitos livros do mesmo nos levam de volta à infância, mas escolhi Charlie and the Chocolate Factory especificamente por conta de toda a atmosfera fantástica e sonho de toda a criança, né? Uma fábrica cheinha de doces e chocolates à vontade. O livro é incrível, além do filme, e me deixa sempre muito nostálgica e com o coração quentinho por amar desde sempre. E não precisa ser o livro na versão em inglês, viu? Em português, se chama "A Fantástica Fábrica de Chocolate" e foi publicado pela Martins Fontes. (clique para ler a resenha)

Marina - Carlos Ruiz Zafón
Só tem autor maravilhoso nessa lista, hein. O primeiro livro do Zafón que li foi Marina e me apaixonei completamente. Assim como O Oceano no Fim do Caminho, ele tem uma atmosfera mais sombria. Os protagonistas são crianças e é muito legal acompanhar ambos em suas aventuras e ver tudo através dos seus olhos inocentes e criativos. Além de tudo, a amizade dos personagens é linda, pura e sincera, um dos pontos mais fortes da história. (clique para ler a resenha)

Laços (graphic novel)- Lu e Vitor Cafaggi
Como falar de infância e não falar da Turma da Mônica, né? Os gibis desses queridos fizeram essa fase da minha vida ser muito mais divertida e feliz, guardo minha coleção até hoje e tenho um carinho enorme por eles. Essa graphic novel é uma homenagem lindíssima a essa turma tão importante pra tanta gente e conta uma história linda e muito emocionante e é impossível não sentir muita nostalgia ao passar das páginas - e, se você for como eu, difícil não derramar algumas lágrimas também, haha -. (clique para ler a resenha)

Fortunately the Milk - Neil Gaiman
Escolhi esse livro exatamente porque Neil Gaiman - talentoso que é - consegue transformar um enredo muito, muito simples em uma super aventura, cheia de situações e personagens inusitados, assim como crianças costumam fazer já que são tão cheias de imaginação. Essa já é uma obra mais voltada para o público infantil, mas é tão divertido, engraçado e cheio de ilustrações interessantes que acho que pode entreter qualquer tipo de público. E, novamente, claro que não precisa ser a versão em inglês! Em português, ele se chama "Felizmente, o Leite" e foi publicado pela Rocco. (clique para ler a resenha)

O Mágico de Oz - L. Frank Baum
Esse é um clássico e por ser, principalmente, antigo e ter feito parte da infância de tanta gente quis colocá-lo na lista. O Mágico de Oz é um livro incrível, muito bonito e cheio de mensagens que nos fazem refletir, o que é essencial num livro infantil - que, na verdade, deveria ser considerado importante para qualquer idade -. Nessa história, é tudo muito mágico, encantador e os personagens são bem característicos, é uma obra que deveria ser lida por toda e qualquer pessoa. (clique para ler a resenha)


Coraline - Neil Gaiman
Por último, mais um da minha lista de favoritos. Coraline é mais um com clima sombrio, meio de terror, mas envolve um mundo paralelo muito imaginativo e que parece ter saído da mente de uma criança, além das próprias cenas mais sombrias que parecem ter vindo de pesadelos infantis. Coraline é uma personagem incrível, nos ensina muito sobre coragem e como devemos aprender a valorizar e amar o que temos. O filme também vale muito a pena, aliás! (clique para ler a resenha)

Quais são os livros que fizeram vocês voltarem à infância? Tentei ser o menos clichê possível nessa lista e ela ainda seria maior, mas me segurei, haha - por isso O Mundo de Sofia aparece na foto, mas não na lista, tirei porque estava ficando muito grande -.Meu O Oceano no Fim do Caminho querido não está aí, porque 
minha mãe está viajando e aceitou a minha dica de levar pra ler. :3

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