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A Igreja e o Convento de São Francisco - Pelourinho


 Meu último trabalho de História da Arquitetura e Urbanismo I do semestre - sim, tô de férias! Falarei mais sobre em um post futuro - foi sobre a Igreja e Convento de São Francisco, aqui de Salvador, e a influência do barroco português no Brasil. Era necessário fazer um caderno sobre o tema e apresentar um seminário, então fomos visitar essa coisa linda pessoalmente para mais detalhes - o que não foi esforço algum -.

 Então, no Sábado - 21/05 - , eu e meus amigos que faziam parte do grupo fomos visitar a Igreja e o Convento e eu estava muito, muito animada, já que não lembrava do lugar e sabia que era lindo só através de fotos. Foi ainda melhor do que esperava e eu precisei vir aqui contar pra vocês e exibir mais uma das muitas belezas de Salvador. <3



 A Igreja fica no Terreiro de Jesus, no famoso Pelourinho e sua fachada é bem bonita, mas não se compara com o interior extremamente rico, algo que vimos ser bem típico do Barroco e vocês verão em algumas fotos mais pra frente. 

 Entramos pelo lado da Igreja, já que a frente ainda não estava aberta naquele horário e compramos nossos bilhetes. Começamos pelo Convento, mas pouquíssimas partes do mesmo são abertas para o público, então fomos direto para o claustro e aí é que o encanto começou. 


 O Convento surgiu em 1686, antes da Igreja, que foi terminada - construção e ornamentação - em 1782. Seu claustro, mostrado na foto, possui 37 azulejos portugueses. Cada um deles possui uma imagem diferente, contando uma história diferente com uma frase moral do cristianismo. 


 O claustro já é lindíssimo e foi incrível ver, pessoalmente, as características arquitetônicas tanto faladas por nossa professora. Em volta do claustro, há algumas celas que guardam mais detalhes lindíssimos, mas que só podemos olhar de fora. Anotamos nossas impressões e fomos conhecer outros locais da edificação. 


 Infelizmente, o andar de cima é fechado para visitação, mas há algumas salas por ali, como a antiga biblioteca - que não guarda mais livros, o que me deixou meio triste, hehe -. Então, fomos direto à parte mais importante do nosso trabalho: a própria Igreja de São Francisco.

 Essa foi a primeira visão que tivemos ao entrar na Igreja e, nossa, eu fiquei muito encantada. Ela é a concretização do Barroco e Rococó que tanto estudamos e saber que temos um tesouro desses na minha cidade me deixou bem feliz. Vocês estão vendo todo esse dourado? Pois é, isso é nada comparado com o restante da Igreja. 

 Agora sim! Essas fotos representam bem a diferença do interior com o exterior que falei no começo. Eu não sou fã de ostentação e coisas muito douradas, mas esse lugar foi uma exceção exatamente por sua história e importância pro Barroco Colonial. Tem tantos, mas tantos detalhes que você não sabe pra onde olhar primeiro, nem tem onde descansar a vista, é muito impressionante. 

 Ficamos um bom tempo observando, fotografando e anotando cada detalhe e, quando percebemos que estava na hora da golden hour, voltamos para o claustro, depois para a frente da Igreja e tiramos mais algumas fotos.


 Sentamos embaixo do cruzeiro que fica em frente à Igreja e ficamos um bom tempo desenhando croquis da mesma, o que foi muito, muito legal - mas não vou mostrar, porque não terminei o meu, hehe -. Foi uma experiência incrível e eu espero poder fazer isso mais vezes. O céu resolveu ficar super azul nessa hora e a fachada da Igreja ficou ainda mais linda iluminada pelo sol da golden hour e, pra melhorar, ainda tivemos a presença ilustre de um arco-íris.

Uma das ruas ali perto. Um charme, né?

 Ficamos desenhando até escurecer e eu não resisti a algumas fotos. A Igreja estava ainda mais linda acesa e fechou nosso dia com chave de ouro.



Funcionamento: Segunda: 8:30 às 17:30 | Terça: 9h às 14:30 | Quarta a Sábado: 9h às 17:30 | Domingo: 13h às 17:30.

Ingresso: 5 reais (gratuito nos horários de missa. Segunda: 7h | Terça: 7h, 8h, 16h e 18h | Quarta a Sexta: 7h | Sábado: 7:30 e Domingo: 8h. Nestes  dois últimos horários, não é permitido entrar na capela e claustros)

(fonte dessas informações de funcionamento e ingressos: matraqueando.com.br)

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Pra onde eu levaria um turista em Salvador

 Esse post já estava no meu rascunho há um bom tempo, só estava esperando o momento certo pra escrevê-lo e publicá-lo. Hoje, dia 29 de Março, a minha cidade - Salvador - completa 467 anos de vida e achei que seria o momento perfeito. 

 Apesar de todos os problemas, tenho uma paixão por Salvador e sua beleza natural. Desde que resolvi reler as lindas obras de Jorge Amado e passei a cursar Arquitetura e Urbanismo, comecei a ver tudo com outros olhos e apreciar minha cidade muito mais. Passei a conhecer lugares preciosos de cuja existência eu nem sabia, aprendi que há muito mais beleza do que eu imaginava e em muito mais cantos do que eu imaginava. Além de tudo, foi aqui que eu nasci e é aqui que moram as pessoas que mais amo nesse mundo.

 E esse post não é só pra quem vem pra cidade como turista, mas também pra quem mora aqui e não faz ideia do tanto de beleza que o rodeia. Selecionei 4 de alguns cantos que amo por aqui pra falar nesse post, mas aguardem que pretendo fazer outros.

Ponta do HumaitáFonte
 Não vejo a hora de voltar nesse lugar. Fui, pela primeira vez, em 2015 com alguns amigos da faculdade e foi incrível, fiquei completamente encantada. A Ponta do Humaitá fica na península de Itapagipe, lá na Cidade Baixa, pertinho do Forte Monte Serrat e não é um ponto turístico de Salvador tão conhecido quanto merece. Nesse lugar, conseguimos ter uma vista incrível da Baía de Todos os Santos, com direito a igreja, convento e farol. Em qualquer horário do dia é de uma beleza incrível, mas nada se compara ao por do sol por lá. (ao lado, uma foto bem ruim que tirei durante essa visita)


Santo Antônio Além do Carmo
Créditos da último foto a minha amiga Milena, haha.

  Santo Antônio Além do Carmo é um lugar cheeeio de história. Ele é um dos bairros mais antigos de Salvador e pode ser considerado o irmão mais novo do famoso Pelourinho. As construções desse bairro são incrivelmente lindas e inspiradoras, apesar de muitas delas estarem, infelizmente, decadentes e necessitando de restauração. Lá fica a Igreja de Santo Antônio Além do Carmo e podemos ter a visão maravilhosa da Baía de Todos os Santos enquanto andamos por lá.
Bahia Marina + MAM
 Não lembro quando visitei a Bahia Marina pela primeira vez, mas sou apaixonada por essa vista aí desde então. É um lugar que me faz muito bem, toda essa água lindamente azul me traz muita paz. Tem um objetivo mais náutico, mas há restaurantes e lojas em volta. Ali perto, há mais um lugar queridinho da minha lista: O Museu de Arte Moderna da Bahia - veja post -. Ele foi projetado, aliás, pela arquiteta Lina Bo Bardi e fica no Solar do Unhão, vale muito a pena a visita.

Casa do Rio Vermelho - Jorge Amado

 Tinha que ter esse lugar aqui, né? A casa de Jorge e Zélia lá no Rio Vermelho virou museu e tá muito, muito incrível. Por mais que você não conheça os livros do autor ou não se interesse muito, vale a pena demais, é muito interessante, um lugar lindo e super interativo.  Fiz dois posts com bastante detalhes, clique aqui pra ver!

Quais são os lugares pros quais você levaria um turista na sua cidade? Ou quais são os lugares, nela, que você mais quer conhecer?


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MAM Bahia, Primavera da Libre e Por do Sol

 Dia 29 de Agosto, eu, meus pais e Letícia - uma colega muito querida da faculdade - resolvemos ir até o MAM - Museu de Arte Moderna da Bahia - para visitar a Primavera da Libre, que durou do dia 27 a 30 de Agosto. 

 Parte da programação do evento era uma feira de livros e eu não resisti, até porque adoro o lugar também e foi uma boa desculpa para ir. Levei a minha amada câmera comigo e resolvi compartilhar algumas fotos tiradas com vocês!

 A feirinha aconteceu em local pequeno, anexado ao MAM. Bem, esperava encontrar livros com descontos melhores, mas a maioria era de 20%. Eram 38 editoras, entre elas a Aleph - amo! -, Gutenberg e Autêntica, que foras as que mais me interessaram. Acabei comprando dois livros da Gutenberg - os preços estavam entre 25 reais -, que foram Sombra e Ossos da Leigh Bardugo e Os dois Mundos de Astrid Jones de A.S. King. Tô ansiosa pra ler ambos!


 Como o MAM e o Solar do Unhão têm vistas incrivelmente lindas - são alguns dos meus lugares favoritos de Salvador -, resolvemos passear um pouco por ali depois da feirinha e ainda visitamos uma exposição que estava acontecendo no Museu. Pena que o dia estava meio nublado na hora do por do sol! :c Outro dia volto lá, tiro mais fotos - incluindo algumas na Bahia Marina, que é sensacional - e posto aqui.



 Não entendemos muito a exposição que estava acontecendo no Museu, mas a vista de lá era incrível, hehe. Vamos ver se da próxima vez veremos algo mais interessante em exposição, mas soube que o MAM vai receber uma reforma e fiquei bem animada.


Meu pai me servindo de modelo. ♥


 O MAM é um lugar muito gostoso pra passear, gosto muito de lá desde pequena, me dá uma sensação boa de paz e nostalgia. Por mim, iria toda semana, mas é meio longe da minha casa.



 Esse foi um dia muito divertido, a gente ainda parou pra tomar sorvete perto de casa depois, ou seja: ♥. E a lua tava LINDA, enorme. Mas faltou Tom!

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Minha visita à casa de Jorge Amado (parte 2)


Se você não leu a parte 1 ainda, 
pare agora e clique aqui.

 Pra continuar o post anterior, aqui vão mais algumas fotos da casa de onde parei.

Procurando na internet - e até no próprio livrinho que recebemos na compra do ingresso -, dá pra achar fotos da família Amado sentadinha naquele banco de azulejos azuis. Aquela janela dá pra linda biblioteca, que já já eu mostro.

 Agora sim posso falar um pouco mais e mostrar fotos de alguns cômodos da casa que me encheram os olhos. Enquanto passeia pela casa e vai passando pelas portas, você dá de caras com cenários temáticos - como "A Bahia de Jorge Amado", "Trocando Cartas", "Sala de Leitura"... - com projeções lindíssimas nas paredes, telas com fotos e documentários sobre Jorge e Zélia, objetos que representam o casal, cartas trocadas por eles e roupas que costumavam usar, seus livros, áudios diversos, lembranças da infância de ambos... É tanta coisa pra ver que dá pra se perder se não estiver com o mapa na mão. 

Algumas camisas do Jorge!

 Nesse cômodo, essas gavetas ficavam disponíveis pra quem quiser abrir e, dentro delas, ficam expostas cartas, objetos, livros, documentos... Como mostram essas duas fotos abaixo. (não conheço essas pessoas, mas quis postar a foto pra mostrar como funciona, hehe)

 
 As fotos a seguir mostram um dos cômodos que mais me deixou de boca aberta pelo cuidado: o quarto de Jorge e Zélia. Logo ao entrar, dei de cara com projeções mega coloridas dançando pelas paredes e por cima da cama, além dos móveis e objetos que pareciam ter sido deixados do jeitinho que estavam.

Taí um gif que fiz de um vídeo que 
gravei para verem melhor. c:


 Adentramos um quartinho pequeno e encontramos o local onde as fotos eram reveladas, com algumas fotografias penduradas e embalagens de produtos usados para o processo, além de uma tela que passava algumas imagens.


 Mais um quartinho, mais uma surpresa. É incrível entrar sem saber o que esperar, sério, é muito divertido! Dessa vez, encontramos algo que nem sei explicar muito bem o que é. Dentro de uma parede de vidro, fica essa casinha de verdade com alguns objetos pequenos em volta. Aí, de repente, uma tela no fundo da mesma se acende e personagens aparecem na tela - de um jeito que parece que estão em 3D - e interagem com a casinha, que é de verdade. Deu pra entender? Fiquei encantada!

Perdão pela tremida no fim...

 Além da cozinha original da casa, há a Cozinha de Dona Flor, a personagem de quem falei lá em cima. É bem bonita e caprichada e podemos aprender receitas com a famosa baiana Dadá em um telão. 


Esse é um cômodo que tem, somente, uma tela enorme que passa cenas de pessoas lendo trechos de livros do casal e um banco pra podermos sentar e apreciar. Amei esse lugar!

 E, ai, a biblioteca... O cômodo é delicioso, rodeado de livros, sofá pra relaxar e uma vista bem bonita da casa. Há, também, mais uma tela interativa, mas só consegui prestar atenção nos livros mesmo.


Essa é a biblioteca vista de fora.

E, aqui, é uma das varandas da casa e mais livros. ♥
Olha isso, que coisa linda! Ao lado, havia outro espaço
com projeções e objetos expostos, mas as fotos que tirei ficaram ruins. :c



 Depois disso tudo, nos dirigimos à lojinha - ainda tem um espaço pra fazer um lanche ou tomar um café em outro local da casa, só não cheguei a comer algo - e eu fiquei querendo tudo. Além de livros de Jorge e Zélia à venda, havia canecas, caderninhos, camisetas, ímãs, pratos, azulejos... Queria muito uma camiseta, mas não tinham o meu número, acabei levando um azulejo lindo e deixei na minha estante.






E esse aí é o azulejo que comprei no meu novo cantinho com as edições especiais de Jorge Amado da Companhia das Letras! 

Enfim, o final do post. Essa visita foi incrível e eu não vejo a hora de voltar, espero que tenha despertado essa vontade em vocês também e dado um gostinho do que os espera nessa casa. Não deixem de comentar, viu?

Endereço: bairro do Rio Vermelho, rua Alagoinhas, 33 e CEP: 41940-620. A inteira custa 20 reais e, a meia, 10 reais, a casa fica aberta das 10h às 17h.