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A volta do Projeto #AmandoJorge


 Lá em 2016, e e Jeniffer Geraldine criamos um projeto muito legal para prestigiar e ler as obras de Jorge Amado - veja aqui -. Acabamos não conseguindo ler tantas obras quanto queríamos e dar continuidade ao projeto, então paramos após ler O País do Carnaval e Cacauapesar de que eu já tinha lido outros além desses. Há um tempo eu queria voltar, mas como ando bem indisciplinada e desanimada com o blog, não tinha feito isso até hoje. Porém, Jeniffer me chamou há alguns dias para voltar com o projeto de forma diferente.

Resenha: Cacau #AmandoJorge

Ninguém reclamava. Tudo estava certo. A gente vivia quase fora do mundo e a nossa miséria não interessava a ninguém. A gente ia vivendo por viver. Só muito de longe surgia a ideia de que um dia aquilo podia mudar. Como, não sabíamos.”

 É impressionante como Jorge Amado só me surpreende. E é uma delícia ler suas obras sabendo absolutamente nada sobre elas. Isso aconteceu com a última leitura do #AmandoJorgeO País do Carnaval – e com essa sobre a qual vim escrever dessa vez: Cacau.
A história
 Em primeira pessoa, o livro narra a história de um homem que deixa sua família em Aracaju para enfrentar a vida em Ilhéus, “terra do cacau e do dinheiro”. Filho de um industrial frustrado, ele acaba tornando-se trabalhador da fazenda de cacau e passa, com seus companheiros de trabalho, por dificuldades e injustiças diárias.


 Cansado da exploração, violência e desigualdade que tornava o serviço ainda mais duro, o personagem percebe a importância de agir contra isso, principalmente, unido a um grupo e mostra seu amor por aqueles que sofriam o mesmo.
Minha opinião
 O enredo é, realmente, curto, mas o livro é recheado de um apelo social bem significativo e denuncia não só as condições precárias de vida desses trabalhadores de cacau, mas, também, as desigualdades sociais vividas na pele por eles – e que acabam sendo um tema atual também, infelizmente -.


 Jorge coloca pitadas de romance na história, o que contribui bastante pra demonstrar essas desigualdades. Confesso que o livro não me prendeu desde o início, mas fui me envolvendo ao passar das páginas e, mais uma vez, nem percebi quando foi chegando ao fim. A história é daquelas de apertar o coração, Jorge tem muito disso: falar da parte mais social, retratar a verdade sem dó e eu gosto muito disso nele.

Falando no assunto, esse foi o segundo livro publicado do autor e inicia uma época muito importante em sua carreira: a em que faz questão de nos apresentar a história da zona cacaueira do sul da Bahia, Cacau foi o primeiro de vários livros com o tema. Além disso, o diálogo utilizado por Jorge Amado é muito real, coloquial, o que nos ajuda a mergulhar ainda mais. E uma curiosidade: ele era filho de um fazendeiro de cacau.

 Apesar de ter curtido a leitura, o livro não está entre meus favoritos do autor, porque não criei aquele apego pelos personagens nem sofri quando a história acabou, mesmo tendo achado curtinho. Capitães da Areia continua no topo, hehe. 


Agora quero saber se vocês já leram a obra e o que acharam dela, ou se deu aquela vontade de ler também. Não esqueçam de passar pra conferir o post da Jeniffer também!


Clique aqui para ler a resenha de O País do Carnaval, primeiro livro do #AmandoJorge.

Quotes:

“Os pés espalhados pareciam de adultos, a barriga enorme, imensa, de uma palidez tenebrosa, denunciava heranças de terríveis doenças. Pobres crianças amarelas, que corriam entre o ouro dos cacauais, vestidas de farrapo, olhos mortos, quase imbecis. A maioria deles desde os cinco anos trabalhava na juntagem.”

“(...) E as nossas vidas sem amor (existe lá amor nas fazendas de cacau...) tínhamos momentos de nostalgia. O amor teria sido feito somente para os ricos? Honório dizia alto o que dizíamos para nós mesmos:
- Merda de vida.”


 Se você quer participar do projeto também, fique à vontade! A próxima leitura será Jubiabá. Clique na imagem acima pra saber mais, incluindo o cronograma de leituras. Vamos adorar sua companhia. Só não esquece de usar #AmandoJorge pra ajudar a divulgar o projeto!

Ei! Não esquece que seu comentário é muito importante, viu? É uma forma de saber o que mais agrada - ou não - quem lê o blog, além de que adoro saber as opiniões de quem visita sobre o assunto falado. 

Resenha: O País do Carnaval #AmandoJorge


Primeiro, uma breve introdução: perdão pelo sumiço no blog. Tava num dilema, desanimada e agora me embolei toda com a faculdade e me atolei de trabalhos, foi por isso. Mas pretendo voltar aos poucos!

“Garotos passavam, apregoando os jornais da tarde: ‘ Noite, olha o Globo, Diário...’ ‘Diário, Noite, Globo.’ ‘O discurso do deputado Francis Ribeiro. A campanha presidencial. O Carnaval que vem aí... O Carnaval... Noite...’
Na rua a multidão acotovelava-se numa grande alegria. Entulhava as casas de negócios comprando fazendas e enfeites. Era o Carnaval que se aproximava.
Rigger disse:
- O Brasil é o país do carnaval.
José Augusto acrescentou:
- E dos grandes homens! E dos grandes homens...”

 Primeiríssimo post oficial do #AmandoJorge aqui no blog e espero que vocês estejam tão animados quanto eu! O País do Carnaval foi o primeiro livro escolhido exatamente por ter sido o primeiro de Jorge Amado, escrito aos seus 18 anos, cuja primeira edição foi publicada em 1931.

 Eu não sabia o que esperar dessa leitura, exatamente por não saber do que o livro se tratava, mas gostei muito da obra e foi mais um motivo para considerar Jorge um dos meus autores favoritos. Como ele disse: “Esse livro é um grito. Quase um pedido de socorro”.
A história

 Era 1931 e Paulo Rigger estava de volta ao Brasil, seu país de origem, depois de sete anos morando na Europa e estudando Direito. Ele foi recebido de volta com as multidões e efervescência do Carnaval, o que só colaborou com sua estranheza ao voltar ao seu país e não encontrar-se mais ali.


“Paulo Rigger andava na rua, ao léu. Sentia-se um estranho na sua pátria. Achava tudo diferente... Se aquilo lhe acontecia no Rio, que seria na Bahia, para onde iria residir em companhia da sua velha mãe?... Poderia, conseguiria viver? E sentia uma grande nostalgia de Paris...”

 Já em Salvador, o jovem começa a frequentar um grupo de intelectuais e é aí que começamos a fazer parte das suas rodas de conversa, cujos temas são os mais diversos: política – o Brasil passava por várias transformações na época -, religião, literatura, filosofia, ética, amor. Com um sentimento de que o país estava cada vez mais incompreensível, os amigos reuniam-se e insistiam em procurar um sentido para a vida e o caminho que os levaria à felicidade.

“Ambos não estavam satisfeitos com a própria vida. Ambos sentiam a necessidade de algo que não sabiam o que fosse, algo que lhes faltava. Eles chegaram à conclusão de que se vive para qualquer coisa superior. Qual seria ela?”


 Nessas discussões, cada um compartilhava o que achava que seria esse tão desejado caminho: Ricardo Braz dizia que a felicidade estava no amor, Jerônimo Soares acreditava estar na religião, Paulo Rigger estava mais para o lado de Ricardo e José Lopes ficava na dúvida. Enquanto isso, Pedro Ticiano, cético, dizia que se deve viver por viver, não ficar à procura de coisa alguma.

 Entre diálogos bem elaborados e reflexivos, somos apresentados a algumas situações pelas quais os brasileiros passavam na época e à eterna busca desse grupo pelas respostas. 
Minha opinião

 O País do Carnaval pode parecer um livro pesado e cansativo por tudo que falei da história, mas senti que foi o contrário. Achei a leitura extremamente interessante, os diálogos muito bem elaborados e com reflexões até profundas e, outras, bem polêmicas. Eu tinha prazer em mergulhar na história. E de pensar que Jorge Amado escreveu essa obra com 18 anos de idade!

 O livro foca mais na vida de Paulo Rigger e conhecemos, também, alguns de seus romances. Ele não é o personagem mais amável do mundo, fica longe disso, mas esse fato não me fez querer deixar o livro de lado, foi uma experiência bem curiosa.


 O título se encaixa muito bem no contexto: é citado, muitas vezes, o papel que o Carnaval tem de “pão e circo” no Brasil, e a frase “O País do Carnaval” é usada, muitas vezes, como expressão.

“- País do Carnaval! País do Carnaval! Eu se fosse presidente ou ditador, decretaria um Carnaval de 365 dias... Adorar-me-iam...”

 Pra variar, é mais um livro de Jorge que recomendo muito, apesar de não ser para todos os gostos exatamente pela quantidade de diálogos e momentos reflexivos. E sobre a edição: preciso mesmo comentar? Sou completamente apaixonada pela coleção de livros do autor publicada pela Companhia das Letras, eles fizeram um trabalho impecável, em todos os sentidos. Como de costume, o livro vem com alguns extras e comentários, incluindo alguns do próprio Jorge.


“- Eu sei, Ticiano, que você achou a solução do problema. Por que você a guarda tão avaramente? Por que não no-la ensina?
- Eu tenho dito tantas vezes! A solução é não querer solucionar...”


“- Coitado! Talvez seja infeliz. Talvez seja feliz. Que tente. Sempre é uma grande coisa poder tentar ser feliz. Eu nem isso fiz, imbecil que fui...”


Se você quer participar do projeto também, fique à vontade! Clique na imagem acima pra saber mais, incluindo o cronograma de leituras. Vamos adorar sua companhia. Só não esquece de usar #AmandoJorge pra ajudar a divulgar o projeto!

Ei! Não esquece que seu comentário é muito importante, viu? É uma forma de saber o que mais agrada - ou não - quem lê o blog, além de que adoro saber as opiniões de quem visita sobre o assunto falado. 

Projeto: #AmandoJorge em 2016


 Vocês sabem que, em 2015, criei um laço muito especial com Jorge Amado e passei a amar ainda mais minha Bahia exatamente por conta de sua paixão pelo estado que é mostrada nas suas obras. Até cheguei a fazer uma seleção especial de posts em Agosto, no mês de seu aniversário e essa foto aí é da entrada da casa em que o autor morou por um bom tempo aqui em Salvador.

 Sabendo disso, a Jeniffer Santos, do blog Subindo no Telhado - que eu gosto muito, por sinal -, me convidou para participar de um projeto literário incrível pensado por ela em 2016: ler todas as obras do autor em ordem cronológica. Porém, Jorge publicou, ao todo, 36 livros, então ficou decidido que começaríamos lendo 6 obras dele esse ano. Optamos por nomear o projeto de #AmandoJorge, nome que eu havia usado nos posts de Agosto e eu AMEI o convite, estou muito animada e espero que vocês compartilhem desse sentimento também.

 Desses 36 livros, já li Capitães da Areia, A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água, Mar Morto e Jubiabá. Porém, não me recordo muito bem dos dois últimos. Não vejo a hora de conhecer ainda mais as histórias do querido Jorge Amado e compartilhar com vocês as minhas experiências. 

Cronograma de leitura:

 No final de cada um desses meses, eu e Jeniffer faremos posts contando um pouco sobre nossa experiência. 

 Você também está convidado pra participar, hein! Vamos adorar ter mais companhias nesse projeto, pode compartilhar suas opiniões através de posts, vídeos e redes sociais, mas não esquece de usar #AmandoJorge para que possamos acompanhar e comentar! 

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4 obras de Jorge Amado que ganharam adaptação

 Agosto tá acabando e, junto com ele, os posts especiais relacionados a Jorge Amado. Esse é o último deles e eu realmente espero que tenham gostado! Como diz no título, dessa vez resolvi citar alguns livros do autor que foram adaptados ao cinema/tv - alguns deles ganharam lugar no teatro, dança ou quadrinhos também, mas aí já é outra história -. 

 Assim como eu fui descobrindo aos poucos que alguns desses filmes/novelas foram baseados em livros de Jorge, sei que muita gente por aí ainda não sabe. Confesso que ainda não assisti a todos, mas pretendo fazer isso aos poucos, quando for lendo cada um deles. Digo logo que será um post breve, só citando mesmo, pra não ficar muito extenso. 

Capitães da Areia
 "Lá vem Isabela falar de Capitães da Areia de novo", né? Se acostumem, haha. Esse livro tão querido de Jorge Amado ganhou seu lugar nas telas de cinema em 2011 e foi dirigido por Cecília Amado, sim, neta do autor. Uma curiosidade foi o fato de que as crianças escolhidas para interpretarem os personagens do livro fazem parte de comunidades carentes de Salvador. Ainda quero rever esse filme, porque acabei não terminando quando vi há alguns anos, mas me emocionei com a adaptação até onde fui e achei lindíssima. (veja o trailer aqui)

A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água
 Mais um livro que gosto bastante do Jorge Amado ganhou adaptação. Com o nome de Quincas Berro d'Água, estreou no ano de 2010 e foi dirigido por Sérgio Machado. Assisti esses dias e gostei muito, achei fiel e bem engraçado na medida certa, assim como no livro. É claro que eles acrescentaram algumas coisas pra poder transformar um conto - poucas páginas - em quase 2 horas de filme, mas nada que não me agradasse. Diferente do livro, por exemplo, ele é narrado em primeira pessoa. E, devo ressaltar, eu fiquei muito feliz com o fato de que o sotaque baiano no filme não é aquele falsificado e exagerado da Globo, sabe? É real, com algumas expressões que realmente ouvimos por aqui, não aqueles "meu rei" da vida, hehe. (clique aqui para ver o trailer)

Gabriela, Cravo e Canela
  Como acabei de começar a leitura de Gabriela, Cravo e Canela, ainda não vi adaptações do livro. Essa é uma das histórias de maior sucesso de Jorge Amado e já ganhou várias adaptações, incluindo três pra televisão - uma em 1960 pela Tv Tupi, outra em 1975 pela Rede Globo e outra em 2012 para Rede Globo também - e uma para o cinema - em 1963, com direção de Bruno Barreto -. Lembro de quando saiu essa minissérie da Rede Globo em 2012 e todo mundo comentava, haha. Encontrei, somente, um "trailer" da tal minissérie, clique aqui pra ver.

Dona Flor e Seus Dois Maridos
 Descobri há pouco tempo que essa obra é de Jorge Amado e ainda pretendo ler o livro, por isso, não vi as adaptações. Dona Flor e Seus Dois Maridos ganhou duas adaptações para a televisão: um filme em 1976 dirigido por Bruno Barreto e uma minissérie em 1998 da Rede Globo dirigida por Mauro Mendonça Filho. Ouvi dizer que é uma história um pouco mais pesada, então fica o aviso. É fácil encontrar cenas de ambas adaptações na internet, assim como o trailer.

Quem aí já acompanhou algumas dessas minisséries ou assistiu a algum desses filmes? Sei que são todos muito famosos, não tenho dúvidas. Espero que tenham gostado e não deixem de dizer o que acharam nos comentários! c:


Minha visita à casa de Jorge Amado (parte 2)


Se você não leu a parte 1 ainda, 
pare agora e clique aqui.

 Pra continuar o post anterior, aqui vão mais algumas fotos da casa de onde parei.

Procurando na internet - e até no próprio livrinho que recebemos na compra do ingresso -, dá pra achar fotos da família Amado sentadinha naquele banco de azulejos azuis. Aquela janela dá pra linda biblioteca, que já já eu mostro.

 Agora sim posso falar um pouco mais e mostrar fotos de alguns cômodos da casa que me encheram os olhos. Enquanto passeia pela casa e vai passando pelas portas, você dá de caras com cenários temáticos - como "A Bahia de Jorge Amado", "Trocando Cartas", "Sala de Leitura"... - com projeções lindíssimas nas paredes, telas com fotos e documentários sobre Jorge e Zélia, objetos que representam o casal, cartas trocadas por eles e roupas que costumavam usar, seus livros, áudios diversos, lembranças da infância de ambos... É tanta coisa pra ver que dá pra se perder se não estiver com o mapa na mão

Algumas camisas do Jorge!

 Nesse cômodo, essas gavetas ficavam disponíveis pra quem quiser abrir e, dentro delas, ficam expostas cartas, objetos, livros, documentos... Como mostram essas duas fotos abaixo. (não conheço essas pessoas, mas quis postar a foto pra mostrar como funciona, hehe)

 
 As fotos a seguir mostram um dos cômodos que mais me deixou de boca aberta pelo cuidado: o quarto de Jorge e Zélia. Logo ao entrar, dei de cara com projeções mega coloridas dançando pelas paredes e por cima da cama, além dos móveis e objetos que pareciam ter sido deixados do jeitinho que estavam.

Taí um gif que fiz de um vídeo que 
gravei para verem melhor. c:


 Adentramos um quartinho pequeno e encontramos o local onde as fotos eram reveladas, com algumas fotografias penduradas e embalagens de produtos usados para o processo, além de uma tela que passava algumas imagens.


 Mais um quartinho, mais uma surpresa. É incrível entrar sem saber o que esperar, sério, é muito divertido! Dessa vez, encontramos algo que nem sei explicar muito bem o que é. Dentro de uma parede de vidro, fica essa casinha de verdade com alguns objetos pequenos em volta. Aí, de repente, uma tela no fundo da mesma se acende e personagens aparecem na tela - de um jeito que parece que estão em 3D - e interagem com a casinha, que é de verdade. Deu pra entender? Fiquei encantada!

Perdão pela tremida no fim...

 Além da cozinha original da casa, há a Cozinha de Dona Flor, a personagem de quem falei lá em cima. É bem bonita e caprichada e podemos aprender receitas com a famosa baiana Dadá em um telão. 


Esse é um cômodo que tem, somente, uma tela enorme que passa cenas de pessoas lendo trechos de livros do casal e um banco pra podermos sentar e apreciar. Amei esse lugar!

 E, ai, a biblioteca... O cômodo é delicioso, rodeado de livros, sofá pra relaxar e uma vista bem bonita da casa. Há, também, mais uma tela interativa, mas só consegui prestar atenção nos livros mesmo.


Essa é a biblioteca vista de fora.

E, aqui, é uma das varandas da casa e mais livros.
Olha isso, que coisa linda! Ao lado, havia outro espaço
com projeções e objetos expostos, mas as fotos que tirei ficaram ruins. :c



 Depois disso tudo, nos dirigimos à lojinha - ainda tem um espaço pra fazer um lanche ou tomar um café em outro local da casa, só não cheguei a comer algo - e eu fiquei querendo tudo. Além de livros de Jorge e Zélia à venda, havia canecas, caderninhos, camisetas, ímãs, pratos, azulejos... Queria muito uma camiseta, mas não tinham o meu número, acabei levando um azulejo lindo e deixei na minha estante.






E esse aí é o azulejo que comprei no meu novo cantinho com as edições especiais de Jorge Amado da Companhia das Letras! 

Enfim, o final do post. Essa visita foi incrível e eu não vejo a hora de voltar, espero que tenha despertado essa vontade em vocês também e dado um gostinho do que os espera nessa casa. Não deixem de comentar, viu?

Endereço: bairro do Rio Vermelho, rua Alagoinhas, 33 e CEP: 41940-620. A inteira custa 20 reais e, a meia, 10 reais, a casa fica aberta das 10h às 17h.