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2 desejos realizados em 1 semana (parte 2)


As fotos ficaram bem ruins, mas valem. :p

 Como vocês já devem saber - e já devem estar cheios de me ver repetindo isso, mas é necessário -, fui pra dois shows surreais no mês de Novembro e compartilhei com vocês aqui no blog um pouco do primeiro deles: o do Paul McCartney - SIM -. Nem vou falar das minhas reações aqui, porque isso foi assunto pro outro post, hehe. Nesse aqui, vou contar um pouco sobre o segundo show: dos Arctic Monkeys, YAY! Dessa vez, vou falar do show em geral antes, sem detalhar as músicas, e depois postar alguns vídeos que gravamos.

  Depois de alguns passeios em lugares encantadores do Rio, chegou o dia de ver essa banda incrível de pertinho. 15/11: já acordamos com pressa pra que pudéssemos sair mais cedo e chegar lá em um horário razoável e sem um engarrafamento insano. Dessa vez - ainda bem! - conseguimos o que tínhamos planejado, saímos do hotel lá pelas 16h e chegamos umas 17h no HSBC Arena, bem cedo comparado com o dia 12! 

  A fila já estava enorme e ficamos algum tempo esperando que abrissem os portões, houve um pouquinho de confusão, mas deu tudo certo e entramos - sem chuva, dessa vez -. Novamente, estávamos bem pertinho do palco e a emoção bateu, parecia inacreditável mais uma vez. Algo que percebi bastante e que já esperava foi a quantidade absurda de jovens, praticamente não vi adultos e, quando vi, estavam acompanhando alguém bem mais novo. 

  Diferente do show do Paul, esse teve a abertura feita por outra banda, muito legal, aliás: The Hives. Os caras têm muuuita energia, simpatia e animaram demais o público. Confesso que fiquei torcendo pra que acabassem logo, porque estava ansiosa pra ver os Arctic Monkeys e já tínhamos ficado bastante tempo em pé antes disso. O legal foi ter feito algumas amizades nessas horas, tinha muita gente legal por perto e é divertido já começar a conversa sabendo que temos coisas em comum.

  O show dos caras foi curtinho e sentimos aquele frio na barriga por saber o que viria depois. Bem, acho que a emoção - e a quantidade de gente, estava bem apertado, hehe - foi tanta, que Tom virou pra mim e disse que queria sair dali, porque estava se sentindo mal. Eu gelei e não entendi, porque ele veria a banda favorita naquele momento! Mas deu tudo certo, a gente conseguiu um pouco de sal e resolvemos sair daquele aperto todo. Foi meio difícil atravessar todo mundo e eles já tinham começado a tocar, o que nos deixou bem eufóricos. Acabamos por ficar na ponta esquerda do palco, num lugar BEM mais livre, que dava pra respirar direito e até dançar. Não era a melhor visão do mundo, mas estávamos perto do mesmo jeito e, ué, felizes demais pra pensar nisso.

Clique aqui para conferir a setlist.

  Todo mundo estava mega animado e, devo dizer, não tem quem não se anime. O som é maravilhoso e eles não param, uma música atrás da outra. Não há tanto envolvimento com o público, digo, o Alex Turner - vocalista e guitarrista - conversou um pouco e dançou bastante, foi até mais simpático do que eu esperava -. O Matt Helders - baterista - sorria o tempo todo, achei isso fofo, haha. Eles tocaram muitas músicas do CD mais novo, o AM - claro, já que era o objetivo da turnê - e fiquei surpresa por terem tocado algumas músicas das quais gosto muito e não imaginava que estariam na setlist, como Library Pictures, All My Own Stunts e um pedacinho de Mardy Bum. Na verdade, adoramos todas as músicas que foram tocadas, mas devo destacar a felicidade em ouvir Arabella, Dancing Shoes, Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair, I Bet You Look Good on the Dancefloor, Why'd You Only Call Me When You're High?, Fluorescent Adolescent e 505. 

O show deve ter durado, mais ou menos, 1 hora e meia. 
Ou seja, foi muito rápido, nem sentimos o tempo passar!

Vídeos:
(desculpem pelo som de má qualidade, ficamos na frente dos amplificadores.
Recomendo que diminuam o volume)




Coloquei porque essa música é linda e por causa do efeito das luzes da plateia. :3




O pedacinho de Mardy Bum antes de R U Mine. ♥



E esse é o fim de um post gigantesco! Espero que tenham gostado, tentei fazer com que não ficasse muito cansativo. E, lembrando, só fiz esse post porque disseram que gostariam de ler, então não tive o objetivo de me exibir ou causar inveja, hein! Foi maravilhoso e eu desejo, novamente, que todos os fãs possam ter a mesma oportunidade. 

2 desejos realizados em 1 semana (parte 1)

  Eu pretendia postar muuuito em Novembro, mas ando meio perdida e desanimada por conta de uns problemas que tive com minha entrada na faculdade. Não vou entrar em detalhes, ainda estamos vendo se dá pra resolver, fica cada vez mais difícil e minha vaga foi descartada por culpa da própria Universidade. Enfim, peço que torçam pra que tudo dê certo e eu possa começar o curso de Arquitetura ano que vem, porque já perdi esse ano todo. 

  Agora, falando de coisa boa: como já devem ter visto no post "Semana na Cidade Maravilhosa", no dia 12 de Novembro, eu, Tom e meus pais viajamos pro Rio de Janeiro pra assistir a dois shows incríveis: Paul McCartney e Arctic Monkeys. Eu até tinha pensado em fazer um post dedicado a esses shows, acabei desistindo depois por achar que ficaria meio nada a ver e poderia parecer exibição, mas perguntei se vocês gostariam que eu escrevesse sobre e algumas pessoas disseram que sim. Então... aqui estou! Vai ser um texto cheio de "mimimi", viu? Até porque vi de perto um dos membros da minha banda favorita, então compreendam. :p

  12 de Novembro, o dia havia chegado e eu não conseguia acreditar. Bem, não acreditei até o momento em que eu e Tom nos arrumamos - bonitinhos com camisas dos Beatles, é claro -, pegamos os ingressos, nos despedimos dos meus pais e entramos no táxi. Digamos que não saímos em um horário muito bom, até porque estávamos hospedados em Copacabana o show seria no HSBC Arena, na Barra da Tijuca. 


  Nossa ideia era sair bem cedinho, lá pras 15h, mas só conseguimos ir às 17h, o pior horário. Demoramos 2 horas e meia pra chegar na Arena e o desespero bateu, mas tivemos sorte. Quer dizer, mais ou menos: chegando lá, uma chuva nada amiga começou e a fila era em um local descoberto. Ou seja, ficamos encharcados, pingando mesmo. Mas quem liga, né? A gente ia ver o Paul! Foi aí que Tom parou pra perguntar e percebemos que aquela não era a nossa fila... Fomos pro lugar certo e, lá, ficamos protegidos. 

  Deu uma confusão básica pra entrar, mas conseguimos. Corremos pra chegar logo e, quando pisamos dentro do local, meu coração parecia que ia sair pela boca. Estávamos MUITO perto do palco e poucas pessoas tinham chegado na Pista Premier até ali, então ficamos quase na grade. Na foto à direita eu mostro minha visão do palco, não sei se dá pra entender direito, mas conseguem ver como o microfone do Paul tá mega perto? Pois é, eu mal conseguia acreditar. 
  O show estava marcado para 22h e esse foi o momento em que o vídeo que contava um pouquinho da vida do Paul começou. Todo mundo já estava ansiosíssimo, mas ainda teríamos meia hora de espera. 


  Quando o momento chegou e Paul e sua banda entraram... Era hora de respirar fundo, porque a emoção bateu forte e ele estava mais próximo do que eu jamais imaginaria. Nem preciso dizer que fiquei com os olhos cheio d'água e não pude evitar que as lágrimas rolassem, isso aconteceu durante muuuitos momentos, obviamente. A primeira música que eles tocaram foi Eight Days a Week, o que me deixou louca de felicidade, porque é uma das minhas favoritas dos Beatles, além de uma das responsáveis por despertar esse meu amor pela banda.



  Ele, como sempre, já chegou falando mil frases em português e animando ainda mais o público que já estava enlouquecido. É TÃO bom saber que todo mundo ali tá emocionado como você, é admirador do Paul e compartilha dessa mesma energia. Eu até falaria com detalhe de cada música, mas vou destacar os detalhes mais emocionantes, na ordem. A setlist foi sensacional, muito bem escolhida e você pode conferir clicando aqui. Aviso também que só vou colocar alguns vídeos, eles foram gravados por Tom, os que tentei gravar ficaram super tremidos e ruins, dá pra imaginar o motivo, haha. 

  Eight Days a Week já foi seguida de Save Us - música do CD novo do Paul - e All My Loving - música dos Beatles -, eu AMO ambas! Cantei berrando mesmo, pulei igual a uma louca. Olhava pra Tom a cada música que começava e dizia "AI, MEU DEUS!". Let Me Roll It - dos Wings - foi uma que também fez todo mundo comemorar muito! A partir daí, músicas seguidas queridinhas minhas tocaram e eu achava que ia explodir de tanta emoção, sabe quando você sente o coração quentinho? Paperback Writer, My Valentine, The Long And Winding Road, Maybe I'm Amazed, I've Just Seen A Face, We Can Work It Out, Another Day... UAU!


  Esse vídeo é de And I Love Her, a música tocada depois de Another Day. Lindo demais, né? A música já é especial, de pertinho assim, então... E aí chegou um dos momentos mais emocionantes de todos: Paul ficou ainda mais perto e começou a tocar Blackbird, uma música dos Beatles que arrepia qualquer um. Mas não foi só isso! Além de estar ainda mais próximo, a plataforma em que ele estava começou a subir, o que deixou tudo ainda mais nítido e eu pude encará-lo sem muitos obstáculos. Foi uma das partes em que mais chorei.


  Perdão pela qualidade ruim, pelo vídeo estar em pé e por mal dar pra ver o Paul. Outra coisa: eu tava cantando sim, mas essa voz esganiçada no começo aí não é minha, viu? Depois disso, ainda na plataforma, ele cantou Here Today e dedicou - em português! - ao John, foi lindo demais e sempre que passava alguma foto no telão da época dele nos Beatles, que algum outro membro da banda era citado ou alguma música da banda era cantada, eu me arrepiava toda. Claro, os Beatles são os meus favoritos, né?

  Ao seguir com New e Queenie Eye, eu me senti mais notada pelo Paul. Essas músicas são do novo CD dele e eu gosto DEMAIS delas, sempre fico muito animada ao ouvir. E, por ser um álbum recente - lançado em 2013 -, poucas pessoas ao meu redor sabiam cantar as músicas dos mesmos. Como eu não parava de pular, berrar as letras e balançar os braços, Paul olhou pra mim algumas vezes e isso ainda não foi exatamente absorvido pelo meu cérebro, bom demais pra ser verdade! 

  Lady Madonna, All Together Now, Lovely Rita, Everybody Out ThereBeing for the Benefit of Mr. Kite... Diz se essa setlist não foi incrível? E aí chegou o momento em que Paul pegou o ukulele e eu já sabia o que viria: ele cantaria Something e dedicaria ao George - em português! -, meu beatle favorito. Meus joelhos viraram gelatina por alguns segundos, mas a animação foi tanta que dei um pulo desesperado e acabei acertando o queixo de Tom - desculpinha ): -. As imagens passando no telão acabaram comigo e eu, claro, chorei de novo.

  Ob-La-Di, Ob-La-Da, Band On The Run, Back In The U.S.S.R., Let It Be - ai, ai -, é muita energia pra um cara de 72 anos! Live And Let Die seria a próxima e essa é, definitivamente, uma das músicas mais esperadas nos shows do Paul por conta do espetáculo de fogos que acontece durante a mesma. Eu achava que isso não aconteceria no nosso show, porque o lugar era fechado. A música começou e eu fiquei esperando ansiosa pra saber o que aconteceria no lugar. E foi aí que BOOM, FOGOS! Todo mundo ficou louco, que espetáculo! E não é só uma vez que acontece não, hein! Nos momentos mais animados da música fomos surpreendidos novamente e, uau, que calor - mas quem liga? -. Nossa gravação não ficou muito boa, então sugiro que assistam a esse vídeo - da visão de alguém que deveria estar na "arquibancada" -, que mostra um pouquinho do quão maravilhoso foi.

  Logo depois, foi a vez da música cujo coro é o mais forte de todos: Hey Jude. Não tem como não ficar arrepiado com todo mundo berrando o "NA NA NA NANANANAAA" e, principalmente, com o Paul fazendo mais brincadeiras. Ele pediu que só os homens cantassem, depois só as mulheres, depois todo mundo junto e até dançou. A simpatia dele é fascinante, mesmo. 

  Um intervalo foi dado e Paul saiu do palco com sua banda, aí é que paramos pra perceber o quão exaustos estávamos. Mas, repito, nada disso importava, né? Eles voltaram já cantando Day Tripper - ♥ -, Hi Hi Hi e I Saw Her Standing There - ♥ -. 



  Mais um intervalo e chegou a tão não-esperada última parte com Yesterday, Helter Skelter - ♥ - e o conjunto final Golden Slumbers + Carry That Weight + The End. Choveram papeis verdes e amarelos e Paul e sua banda deram adeus ): Demorei pra absorver aquele espetáculo e o fato de que vi um dos membros da minha banda favorita da vida de tão pertinho. Sou muuuito agradecida pela oportunidade e desejo, de verdade, que todos os fãs possam assistir a esse show tão maravilhoso também pelo menos uma vez.


Obrigada, Sir Paul McCartney, por uma das melhores noites da minha vida!


Algumas fotos tiradas por nós! 

  Na parte 2, falarei um pouco sobre o show dos Arctic Monkeys, no dia 15 de Novembro! Espero que tenham gostado e desculpem pelo post enorme, ainda falei menos do que queria, haha. Tentei fazer com que ficasse resumido e não repetitivo, espero que tenha funcionado.