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≈ Especial Paris! | Dia 5

Achei fofa a senhorinha quase posando pra minha foto, hehe.

 Depois de algum tempo sem postar sobre Paris, voltei com o tema, apesar de que a saudade continua com força ainda. No 5º - e penúltimo :c - dia da viagem, tínhamos um passeio incrível marcado para a tarde: uma visita à casa de Monet em Giverny

 Mas, antes disso, resolvemos voltar a Rue de Rivoli - que citei nesse post - e conhecer algumas lojas dali. Aproveitamos que ainda tínhamos algumas horas sobrando para usar o ônibus do city tour, mas ele demorou demais pra chegar e acabamos tendo pouquíssimo tempo pra passear pela avenida.

 Fomos atrás da Forever 21 e, nossa, enlouquecemos um pouco lá dentro. Tanta coisa linda e os preços estavam bons, mantive meu auto-controle e comprei duas saias, uma escova de cabelo e lacinhos, haha. Depois disso, na correria, porque tínhamos hora marcada para ir pra Giverny, passamos na livraria Galignani de novo e foi difícil ficar pouco tempo lá dentro. Peguei dois livros que queria muito - James and the Giant Peach e Madeline Says Merci  e saí de lá feliz da vida, apesar das outras tentações. 

Meus queridinhos. Quem aí adorava assistir Madeline e James e o Pêssego Gigante também?

 Voltamos para o hotel, almoçamos e partimos para Giverny. O motorista do translado não era lá muito simpático e tinha um portunhol bem estranho, mas isso não atrapalhou nosso dia nem um pouco. A cidade fica a alguns km de Paris e é uma graça. Quando saímos do carro, já demos de cara com muitas flores lindíssimas, mal sabíamos o que nos esperava nos jardins de Monet.


 Monet morou nessa casa por 43 anos e o terreno é muito, muito grande. Até porque o jardim era um local extremamente especial para o pintor e era de onde ele tirava sua inspirações para as obras. 


 Logo ao entrar, os jardins com as flores mais lindas que já vi na vida nos encheram os olhos. É tanta coisa linda pra olhar, que não sabíamos por onde começar e eu queria tirar foto de absolutamente tudo. 

Ao fundo, a casinha fofa cor-de-rosa de Monet.

 Ainda havia muita, muita coisa pra ver no jardim, mas fomos visitar a casa logo. Parecia de boneca, era muito fofa e foi incrível conhecer um pouco da intimidade de um artista como ele. Não tem como não se impressionar com o cuidado dedicado àquele lugar, tudo estava em condições impecáveis.


 Vocês não sabem como estou me segurando pra não postar um milhão de fotos, hehe. Voltando ao assunto, continuamos nosso passeio pelos jardins e eu nem sei explicar como é a sensação de ver, na sua frente, os cenários que tanto inspiraram muitos quadros famosos de Monet. 

 Já usando uma das saias compradas no dia, haha. 
A outra é uma florida pela qual sou apaixonadíssima.


 Reconhecem os barcos e a ponte das fotos acima? Pois é. Como não ficar completamente inspirado vivendo em um lugar desse? Dava vontade de sentar e ficar admirando o dia inteirinho, mas tínhamos horário marcado para encontrar com o translado. Visitamos a lojinha que fica na própria casa e, claro, não saímos de lá sem algumas lembrancinhas - até guarda-chuva com estampa de um quadro do pintor minha mãe comprou. - Eu escolhi um livro lindíssimo sobre o local. 


Deixamos a casa de Monet e, em seguida, visitamos um museu ali pertinho com exposição de algumas fotografias do local, mas foi bem rapidinho. (Se você quer saber mais informações sobre a casa de Monet, clique aqui)

 No lugar do hotel, pedimos para ficar na Torre Eiffel, porque queríamos vê-la a noite pela primeira vez e foi isso o que fizemos. Antes, compramos crepes de rua - gostosos, mas MUITO grandes - e ficamos esperando anoitecer e a Torre acender sentados à beira do Sena. Que saudade, viu?


 A Torre acendeu no finzinho da tarde, o coração já bate forte nessa hora. Mas, quando ela começou a brilhar... Meu Deus. Queria muito ter gravado o momento em que isso aconteceu e todas as pessoas em volta fizeram, ao mesmo tempo - sem combinar - "ohhh", parecia coisa de filme. 

 Eu me arrepiei inteira e, claro, meus olhos encheram de água. Ela fica muito, mas muito mais linda quando brilha. Peguei, nesse site, o gif ao lado só pra vocês entenderem de que brilho eu estou falando. Esse "fenômeno" acontece por um tempinho e, depois, ela volta a ficar só acesa, mas não deixa de ser maravilhosa.

 No outro dia, teríamos que acordar muito cedo para um passeio em Vale do Loire e, por isso, não pudemos ficar muito tempo por ali. Aproveitamos a vista mais um pouco, tiramos fotos e voltamos com o coração quentinho pro hotel.


 Pra fechar o post, uma foto que tirei dessa lindeza acesa.

Leia outros posts sobre a viagem:
Dia 1 - Chegada, o Arco do Triunfo e a Champs-Élysées
Dia 2 - Museu do Louvre e livraria
Dia 3 - Torre Eiffel e Palácio de Versailles
Dia 4 - Catedral de Notre Dame e Shakespeare and Company (!)

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Playlist de saudade do Lollapalooza BR 2016


 Eu, Tom e mais dois amigos conseguimos realizar um super desejo nosso esse ano: fomos pro Lollapalooza Brasil 2016 em SP e foi muito, muito incrível. O Lollapalooza é o festival que mais tem nossa cara e, desde quando nos conhecemos - 2012 -, eu e Tom assistíamos sempre pela TV e morríamos de vontade de ir também. Esse ano, deu certo e eu nem acredito até agora que estivemos lá quando revejo os shows, não vejo a hora do Lolla 2017 chegar.

 Já que, agora, está completando um mês que tivemos essa oportunidade - dia 12 e 13 de Março -, resolvi fazer essa playlist nostálgica com músicas que as bandas que vimos tocaram e fizeram parte dos melhores momentos do festival. 

(queria colocar vídeos do próprio festival em todas as músicas, mas não encontrei)



 Sofri fazendo essa playlist, que saudade doida, haha. Tive que me segurar muito pra não colocar todas as músicas do Tame Impala, todas essas bandas foram INCRÍVEIS, mas Tame Impala... Sem palavras pra esse show, pra vibe que a banda tem. 

 É claro que essas são pouquíssimas das bandas que tocaram, selecionei as que mais me marcaram e as que, realmente, assistimos. Queria ter visto Florence and the Machine mais de pertinho também, mas acabou não dando certo. Ficamos muito impressionados com a estrutura e tamanho do lugar, é muito melhor e maior do que pensei. Tinham muitos tipos de comida à venda, Lolla Market, lojas de camisetas, áreas de lazer e muito espaço pra utilizar. 

 Os horários que foram meio loucos, tivemos que sair antes do show de algumas bandas terminarem pra conseguir pegar outro do início ou conseguir lugar bom - como saímos antes de Of Monsters and Men pra conseguir chegar a tempo em Tame Impala -, além de que os palcos são bem distantes uns dos outros, mas isso mostra a grandiosidade do lugar. O festival vale a pena demais, eu duvido que alguém não curta se for, arrastaria todos comigo pra compartilhar esse momento, se pudesse.


 E o que dizer das companhias que tive? Maravilhosas. Tudo fica melhor com os amigos - e namorado, que entra nessa qualificação também -, isso é inegável. Ainda conseguimos conhecer um pouco de São Paulo, rever uma amiga minha de infância super especial e tivemos pessoas sensacionais que ofereceram hospedagem. Foi inesquecível mesmo. Vem, 2017!

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≈ Especial Paris! | Dia 4


 Dá um aperto no coração escrever os posts dessa viagem. Mas, calma, que é um aperto bom, aquela saudade gostosa. É difícil acreditar que realmente estive em Paris, aí olho as fotos e dou algumas suspiradas, haha. Depois de um tempinho sem posts sobre o tema, vim aqui falar sobre o meu dia favorito nessa viagem.

 Bem, Paris é CHEIA de lugares incrivelmente surreais, mas no 4º dia - 23/10 - eu visitei um lugar que esquentou meu coração de um jeito especial: Saint-Germain-des-Près. Como não tínhamos marcado com um translado para ir até lá - é um pouco longe da Champs-Élysées, onde estávamos hospedados -, resolvemos seguir a dica de uma amiga e comprar tickets de 24 horas para o ônibus do city tour - L'Open Tour -, assim passearíamos pela cidade e desceríamos em Saint-Germain-des-Près. 

 Como sempre, nos confundimos na hora de comprar esses tickets, então subimos no ônibus mais tarde do que gostaríamos - umas 10 da manhã -, mas subimos felizes e colocamos nossos fones para ouvir a narração que, aliás, tinha opção em português do Brasil. Apesar do frio, ficamos na parte descoberta do ônibus e foi muito legal, porque pudemos apreciar ainda mais a cidade e tirar fotos.

 O outono lá é lindo DEMAIS, não supero isso.

 Essa é a maravilhosa Igreja de la Madeleine.

A Torre Eiffel lá no fundo. *suspiros*

 Depois de ver muitas paisagens lindas, chegamos no lugar que eu tanto esperava e me arrepiei até a alma quando vi a Catedral de Notre-Dame. Linda não é suficiente pra descrever.


 E o que dizer da paisagem que vimos ao pisar no bairro? O rio Sena atravessando a cidade, barraquinhas vendendo livros antigos e souvenir em volta dele, as árvores com cores maravilhosas e lá mais pra frente: a surreal, a maravilhosa, o motivo do meu quase berro no meio da rua: Shakespeare & Company. Mas já chego lá.

 A fila pra entrar na Catedral estava bem grande, mas a gente não podia deixar de entrar nessa coisa maravilhosa. Foi bem rapidinho, na verdade, e eu achei que não poderia ficar mais chocada. Até entrar.


 As imagens já dizem muita coisa, né? A Catedral de Notre-Dame é enorme, tem uns vitrais surreais de lindos e coloridos, pena que não dá pra ver tanto quanto eu gostaria por causa da pouca luz. Além disso, tinham alguns painéis com informações sobre ela e desenhos sobre o processo de construção, claro que fiquei lá lendo tudinho, hehe.

 Depois dos meus pais acenderem uma vela que estava à venda e de eu comprar uma moedinha com o desenho do lugar, saímos de lá e fomos passear um pouco mais, além de conhecer as outras fachadas da Catedral. O estilo dela me encantou demais, fiquei observando as gárgulas e babando nos detalhes.


  Eu não aguentava mais de ansiedade pra ver a Shakespeare & Company de pertinho, mas, antes, passeamos um pouco pelas lojinhas ao longo do rio Sena e eu comprei um quadrinho muito amor com uma pintura da Catedral de Notre-Dame , que mostrarei no fim do post. 


 Essas lojinhas me fizeram sentir ainda mais como num filme, mais especificamente, um dos meus favoritos: Meia Noite em Paris. Na época eu ainda não tinha lido Paris É Uma Festa, do Hemingway, - em breve, terá resenha no blog -, mas agora fico repensando os lugares nos quais passei e pensando em como Hemingway os descrevia. Me emociono só de começar a escrever sobre isso.

  Apesar de ainda não ter lido Paris É Uma Festa na época, eu sabia que aqueles lugares eram frequentados por artistas sensacionais, como Fitzgerald e Hemingway. Esse era o principal motivo pelo qual eu estava TÃO animada pra visitar a Shakespeare & Company, livraria frequentada pelos mesmos.



 E o momento chegou. Desculpem pelo drama, haha, mas é que foi muito emocionante ver esse lugar na minha frente. Quando entrei, a primeira coisa que pensei foi: "eu quero morar aqui!". A livraria é muuito maior do que parece, parece até um labirinto, porque toda hora você encontra uma entrada diferente e se surpreende com cada canto.

 Não era permitido fotografar, só tirei algumas bem rapidinho pra guardar pra mim, não vou postá-las por respeito ao lugar, mas posso descrevê-lo de um jeito: imagine muitas salas recheaaadas de livros LINDOS de capa dura, paredes cheias de fotos, papeis com recadinhos, banquinhos com almofadas encostados nelas, máquinas de escrever espalhadas, muitas referências e edições de livros do Hemingway - ai, ai... -, uma escada toda envolta de desenhos, livros, prateleiras, um espaço infantil com cantinho aconchegante... Eu não queria sair de lá mais nunca.

 Fiquei louca com as edições de livros que encontrei por lá, tinha bastante em inglês também, não só em francês. O preço era salgado, infelizmente, e eu - burra - acabei comprando NENHUM, apesar de ter querido sair de lá com uns 47. Gente, me arrependi tanto de não ter comprado, mas isso foi porque eu ainda iria passar numa livraria ali do lado conhecida por ser muito barata e enorme, mal sabia eu que iria me decepcionar. Um dia, quem sabe, eu volto lá e passo alguns lindos dias na S&C e compro uma edição de Paris É Uma Festa em francês, pra ser tradicional. Posso sonhar, né?

 Eu não queria me despedir dessa livraria, mas tínhamos que aproveitar nosso tempo, até porque o ônibus passaria lá só até um horário específico. Pra me consolar e levar um pouquinho do lugar comigo, comprei um caderninho com a ilustração de alguns artistas que costumavam frequentá-las. Não tive coragem de escrever nele até hoje, é meu xodó e fica no meu criado-mudo.

 Depois de me encher de amor na Shakespeare&Company, paremos em um restaurante do lado pra almoçar - cujo nome, infelizmente, não lembro - e pedimos algo que é bem comum na França - e uma boa dica pra economizar - o prato do dia, ou plat du jour. Você escolhe uma entrada, prato principal e sobremesa por um preço único e bem legal, foi o melhor almoço que tivemos em Paris. 

 A próxima parada foi a Gilbert Jeune, uma livraria/papelaria gigantesca, mas que me decepcionou na questão livros. Ela é dividida em alguns "prédios", tem de Ciências Sociais, História... Mas entramos no principal e maior de todos, com 4 andares.


 Logo que entrei, tomei um susto com o tamanho do lugar e já fiquei sem saber pra onde ir primeiro. Na entrada, tinha uma mesa com livros com descontos muito bons, mas a maioria era de culinária ou assuntos que não me interessavam muito, comecei a me decepcionar aí.

 A parte de papelaria era maravilhosa e eu me arrependo amargamente de não ter comprado materiais de arte, porque nem pensei em como precisaria desse tipo de coisa na faculdade, se pudesse voltar faria a festa nessa parte. Tinham alguns cadernos muito fofos também, marcadores de livros, acessórios de papelaria... Mas eu só queria saber dos livros e fui direto pra lá.

 Achei que iria me deparar com as edições liindas que encontrei na Shakespeare&Company, mas isso não aconteceu. Grande parte dos livros era em francês e em versão paperback, então fiquei bem desanimada por não ter aproveitado a livraria anterior, mas acabei compensando outro dia - isso vocês verão em outro post -. 

 Porém, quando estava passeando por esse lugar enorme, vi uma mesinha com Funkos e fiquei muito feliz quando encontrei alguns de Doctor Who. Dei mais detalhes e mostrei fotos nesse post! Comprei só isso por lá e minha mãe levou alguns artigos de papelaria, mas valeu a pena a visita e eu recomendo sim, principalmente pela parte dos materiais de arte.

 Infelizmente, já estava na hora de pegar o ônibus de volta. Queríamos muito conhecer a Sacré Couer, mas percebemos depois que a rota do que pegamos não passava por lá, o que foi uma grande decepção, então visitar Montmartre fica pra outra vez. Passeamos mais pela Champs-Élysées e visitamos algumas lojas bem legais, como a da Disney e a FNAC. O dia foi INCRÍVEL e voltei pro hotel com o coração muito feliz.

Saldo do dia:
Perdão pela foto tremida :c
No caso, só os Doctors. Quase morro de fofura com eles.


Leia outros posts sobre a viagem:
Dia 1 - Chegada, o Arco do Triunfo e a Champs-Élysées
Dia 2 - Museu do Louvre e livraria
Dia 3 - Torre Eiffel e Palácio de Versailles

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